“Sísifo sou eu”, diz o precariado

Não é de hoje que interpretações sobre o mito de Sísifo são elaboradas relacionando-o ao mundo do trabalho.

Leitura bastante óbvia sobre a narrativa de um indivíduo que foi condenado pelos deuses e sua punição foi carregar uma pedra descomunal montanha acima. Ao final do esforço monstruoso, a pedra inelutavelmente rolava morro abaixo. E ele deveria repetir a jornada. Por toda eternidade.

“Sísifo sou eu”, dirá quem trabalha 8, 10 ou 12h por dia.

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