Os “Coletes Amarelos” mostram que o chão se move sob nossos pés

Por David Graeber, antropólogo, escreveu o livro Bullshit Jobs e atuou no Occupy Wall Street em 2011 (Traduzido por Acácio Augusto, revisto por Tatiana Roque) Uma característica de qualquer momento verdadeiramente revolucionário é o completo fracasso das categorias convencionais para … Continuar lendo Os “Coletes Amarelos” mostram que o chão se move sob nossos pés

Que impacto o movimento feminista tem nas lutas e na imaginação política da classe trabalhadora?

O texto abaixo foi publicado originalmente pela Revista Crisis, argentina, que transcreveu contribuições de cinco representantes de movimentos sociais daquele país após um debate sobre o tema “O futuro do Trabalho”. Aqui, traduzi apenas a intervenção de Verónica Gago, professa e ativista feminista, que atua junto ao coletivo Ni Una Menos. Para ter acesso à publicação original, clique aqui. Tradução de Tatiana Oliveira *** Verónica Gago: Eu quero começar, para explicar essa relação com a imaginação política, contando sobre uma atividade que foi feito hoje ao meio-dia, na cidade de Buenos Aires, numa articulação entre as “metrodelegadas” do metrô de … Continuar lendo Que impacto o movimento feminista tem nas lutas e na imaginação política da classe trabalhadora?

Verónica Gago: A Internacional Feminista: Apropriar e transbordar a greve

Por Verónica Gago (Ni Una Menos, Argentina) Publicado originalmente em “Power Upside Down: Women’s Global Strike”, Spring Journal 2018, Transnational Social Strike Platform (https://www.transnational-strike.info). Tradução de Tatiana Oliveira 27.03.2018   Em 8 de março de 2017, nos articulamos entre mais … Continuar lendo Verónica Gago: A Internacional Feminista: Apropriar e transbordar a greve

Antonio Casilli: ‘Os trabalhadores são o coração do algoritmo’

Por Antonio Casilli, para Il Manifesto // Tradução de Maikel da Silveira e Vítor Mussa 20.12.2017 Antonio Casilli, professor da Télécom ParisTech, é considerado um dos grandes experts no capitalismo das plataformas digitais. Ele é conhecido por sua pesquisa pioneira … Continuar lendo Antonio Casilli: ‘Os trabalhadores são o coração do algoritmo’

“Sísifo sou eu”, diz o precariado

Não é de hoje que interpretações sobre o mito de Sísifo são elaboradas relacionando-o ao mundo do trabalho.

Leitura bastante óbvia sobre a narrativa de um indivíduo que foi condenado pelos deuses e sua punição foi carregar uma pedra descomunal montanha acima. Ao final do esforço monstruoso, a pedra inelutavelmente rolava morro abaixo. E ele deveria repetir a jornada. Por toda eternidade.

“Sísifo sou eu”, dirá quem trabalha 8, 10 ou 12h por dia.

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